quarta-feira, 7 de maio de 2008

momento difícil

Eu estava com 30 semanas de gestação da minha gravidez, fui fazer mais uma eco, para confirmar que tudo estava bem, achava eu. Nunca nos lembramos que as ecos também dão para ver o que está errado, e neste caso foi o que aconteceu. Mal o Dr. colocou o ecógrafo na minha barriga o " defeito" apareceu. O meu piolho tinha uma dilatação renal, não muito simples, felizmente era só num rim e foi a isso que me agarrei! Na altura foi um turbilhão de sentimentos: revolta-"porquê a mim?", de pánico-"será que tem mais mal formações?", de desilusão, de culpa- "onde é que eu errei?", medo ....por outro lado até tinha sorte - "era só num rim, e nós temos dois!"
Infelizmente este episódio marcou o resto da minha gravidez.
Hoje sinto-me culpada, pois cheguei a pensar que se o perdesse era o melhor!!!!!!
Não contamos a quase ninguém, e eu tentei esquecer, para não enlouquecer. Sabia que se me sentisse ansiosa podia piorar a situação, e transmitir essa ansiedade para o bébe.
Sempre que via um bébe deficiente sentia-me ridícula por estar tão revoltada com uma situação tão simples, quando havia casos tão mais graves que o meu.
Finalmente chegou o dia da cesariana, ele nasceu bem. A ansiedade por ouvir o seu choro era muita, mas ele cumpriu bem o seu dever e chorou bem alto!
Ao vê-lo na minha frente, lindo(quer dizer inchado , com aspecto de quem acabou de nascer!) o sentimento de culpa por um dia ter desejado que ele não nascesse, voltou! Mas o amor falou mais alto, e acho que ele nem sequer chegou a sentir esta minha pequena rejeição.
Para compensar estas preocupações com a sua saúde, ele é lindo, sossegado e muito simpático! E por agora parece que vai comer bem melhor que a irmã( o que também não era difícil!!!!!!)!

1 comentário:

Roberta disse...

Na minha segunda gravidez, o último ultrassom indicou dilatação na pelve renal. A negação é meu mecanismo de defesa psíquica favorito. Daí que eu pensei: "não é nada, vai dar tudo certo". E deu mesmo. Depois, pensando no assunto, deu raiva do médico que falou uma coisa dessas como se estivesse falando que o céu estava azul.